RESUMO DA CONFERÊNCIA WEB 2.0 EM SAN FRANCISCO


Depois de uma semana de intensa actividade, queria compartilhar convosco alguns ideias que dominaram a conferência onde tive a oportunidade de conhecer pessoas e projectos extraordinários como o Tim O'Reilly e o Brady Forrrester.

Facebook continua a ser um canal predominante na web social. Quem quer fazer campanhas de publicidade não pode ignorar este cana. facebook continua a inovar criando ferramentas de gerorreferenciação e novos aplicações para publicidade direccionada.

HTML5 irá por em causa o Flash. Permite fazer quase tudo o que faz o Flash, com a vantagem de ser indexável e editável.

Georeferenciação, o Foursquare usa-a com sucesso, o Twitter idem e o Facebook vai lançar tb ferramentas para localização.

Jogos sociais estão numa fase de consolidação e a atingir quotas de mercado interessantes. Farmville, Fish Pet, Society Ville estão cada vez mais uma fonte de retenção de utilizadores e de "engagment".

Os modelos de negócio das redes sociais estão a começar a amadurecer com os produtos Fremium, CPA (custo por acção), contextualização e anúncios direcionados.

O mundo do marketing e da publicidade está a mudar radicalmente a uma velocidade espantosa. 29% do tempo dos utilizadores é passado mos media sociais ao passo que as empresas investem nestes meios apenas 8% de seu orçamento. Em Portugal não sei quais são os números, mas suspeito que são residuais.

Cloud computing. A Internet não é um repositório de dados, é o Sistema Operativo. As aplicações SaaS (Software as a Service) irão prevalecer e tornar as aplicações facilimas de ser implementadas.

Dispositivos Móveis. Passámos da computação mainframe (1960) para a computação mini (1970) a computação pessoal (1980) o Desktop, a computação Internet (1990). Esta década será da computação móvel. Na conferência vi mais pessoas ligadas ao Iphone e Ipad que ao seu portátil. Com a nova geração de redes móveis de alto débito, grandes revoluções se avizinham. Neste campo Portugal está bem posicionado mas existe uma desesperante falta de aplicações de qualidade em português.

ROI e Communilytics. Quantificar o retorno sobre o investimento nunca esteve tanto em voga. As empresas já não pagam anúncios às cegas. Querem saber qual o retorno, conhecer o impacto nos utilizadores. Algumas plataformas interessantes como a Kissmetrics.

APIs. As APIs estão a revolucionar as tradicionais páginas web. Com elas podem fazer verdadeiros milagres usando dados ou funcionalidades de terceiros. O exemplo mais conhecido é o Googlemaps, mas existem imensos outros. As APIs são a cola que permite integrar, sistematizar e costumizar toda a torrente de informação que flui nas redes sociais.

Personalização. De nada serve estarmos nas redes sociais se não usarmos ferramentes de personalização. O recurso mais escasso é o tempo e a forma mais rápida de perdermos a atenção dos utilizadores é apresentar-lhes coisas que não lhes interessam.