O Alentejo é uma imensa planície a perder de vista que ocupa cerca de um terço do território português, delimitada a norte pelo Vale do Tejo e a sul pelas serras do Algarve. O seu clima quente e seco tornou os solos pouco férteis para a agricultura, sendo por isso marcado por vastos montados e campos de azinheiras, culturas bem adaptadas à baixa pluviosidade. Mas o Alentejo não é apenas paisagem. Remotas e inesperadas surgem no meio da vastidão dourada pequenas aldeias caiadas onde toda a gente se conhece e acolhe os visitantes com simpatia. Os montes e quintas têm vindo a ser comprados, nos últimos anos, por uma nova classe de habitantes, vindos das cidades do litoral, ou mesmo do estrangeiro, rendidos à beleza e à tranquilidade de uma planície que nos parece imutável.
O interior do Alentejo encerra cidades com um passado que se reflecte nas muralhas do seu património e na autenticidade das tradições e costumes ancestrais destas gentes.
Évora, classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, tem para oferecer monumentos únicos que marcam várias fases da História, como o Templo de Diana que assinala a presença romana em Portugal ou a Capela dos Ossos, um monumento religioso onde se sente o peso da morte na cultura da Idade Média. Elvas, Portalegre e outros municípios fronteiriços, bem como Beja ou
Estremoz são sem dúvida pontos turísticos de referência no Alentejo Interior. Desde o extremo norte litoral, onde descansa sobre o mar cristalino a verdejante Serra da Arrábida até ao Cabo de Sines, o extremo mais a sul da europa, estende-se ao longo de centenas de quilómetros um interminável areal dourado, ora recortado por arribas rochosas de onde se pode avistar o horizonte infinito do oceano, ora salpicada de baías ou lagoas, onde ainda se pode desfrutar da natureza em estado puro.
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GPS: 38.22264, -7.83325





